Cirurgia Plástica
Abdominoplastia
Plástica de abdome
Indicações: A plástica de abdome é recomendada para pacientes em que, além de excesso de gordura, haja flacidez de pele e da musculatura da barriga.
Técnica: É feita a retirada de uma elipse de pele na parte inferior do abdome, com o descolamento e o deslocamento da pele da parte superior até a região pubiana, onde é feita a sutura.Para completar a recomposição do contorno corporal é feito sempre um pregueamento da musculatura abdominal e a retirada do excesso da gordura. Anestesia: Esta pode ser Peridural (mais freqüente) ou geral.
Pós-operatório: O descolamento da pele cria um espaço, que deve ser mantido sob compressão, para facilitar a adesão desta pele aos planos profundos e para evitar o acúmulo de líquido seroso, proveniente da dissolução de gordura. Essa compressão é feita com o uso da cinta, que é indispensável.Também é necessário repouso absoluto, que além de contribuir para a adesão da pele, também evita tensão e alargamento da cicatriz. Após um mês o paciente já pode retornar as suas atividades, porém evitando exercícios e movimentos que possam prejudicar a cicatrização, que só se completa em torno de três meses.
Implante Capilar
Indicações: Calvícies de qualquer tipo e extensão, em homens de qualquer idade, inclusive os mais jovens, com pequenas entradas, e que preferem não esperar a evolução do processo para depois tratar. Também indicado para mulheres com alopecia localizada ou com pouco cabelo, além dos casos de cicatrizes ou enxertos de pele na região de couro cabeludo, que podem ser “disfarçados” com o implante capilar ou com a manipulação de retalhos.
Técnica: Podem ser feitos implantes de cabelo em qualquer parte ou extensão do couro cabeludo. Além desses procedimentos, ou associada a eles, pode também ser realizada uma ressecção ou rotação de retalho, de forma a diminuir a área de calvície, nos casos em que o problema é localizado. Os implantes podem ser feitos com cabelo natural ou artificial.
Nos casos de áreas de calvície maiores, o procedimento é realizado em mais de uma etapa. O cabelo natural é retirado do próprio paciente, sendo a técnica mais empregada, e a de melhores resultados, a que utiliza os micro-enxertos. Este procedimento consiste na retirada de uma elipse de couro cabeludo, com os cabelos previamente aparados, da parte de trás da cabeça, onde os folículos são resistentes à calvície. Uma vez suturado o couro cabeludo, o próprio cabelo remanescente nesta parte posterior cobre a cicatriz. Os micro-enxertos são, por sua vez, colocados, um por um, na área preliminarmente marcada. A colocação dos enxertos mais finos, com um ou dois folículos e dispostos de maneira propositalmente irregular, nas linhas frontais, garante um resultado muito mais estético e natural do que os antigos “tufos”. Além disso, os pequenos enxertos podem ser colocados com micro-incisões, que cicatrizam em poucos dias, sem “revelar” o implante realizado. O cabelo implantado, cortado rente, também tende a cair em alguns dias. Porém, o folículo, conservando sua característica original de ser resistente à calvície, produz um novo fio, que começa a aparecer três meses depois da cirurgia, e que crescerá por toda a vida.
Anestesia: Estas cirurgias são feitas sob anestesia local, com o paciente sentado.
Pós-operatório: Nos casos em que há manipulação de retalhos, as suturas não exigem maiores cuidados, e as cicatrizes são, posteriormente, encobertas pelo próprio cabelo do paciente. Os enxertos naturais recém-colocados só estarão fixos após 48 h. Durante este período, a manipulação ou a compressão do couro cabeludo pode causar a perda de alguns deles. Além disso, qualquer aumento significativo da pressão sanguínea causada, por exemplo, por esforço físico, pode levar a sangramento e à expulsão de enxertos. Por isto, o uso de curativos antiaderentes e o repouso são indispensáveis nos primeiros dias. Este curativo é retirado pelo médico, no prazo estipulado, e, só então a cabeça é lavada e é prescrito o xampu adequado para o uso do paciente.
Liftings
Plástica de Face
Indicações: É a cirurgia plástica rejuvenescedora, aquela que procura corrigir os efeitos do tempo sobre a face, que se apresentam como rugas e sulcos, decorrentes da queda natural da pele e da flacidez da musculatura própria da região.
Técnica: No Lifting, é feita uma incisão transversal no couro cabeludo, que desce para os dois lados, passa à frente das orelhas, e contorna por baixo delas, indo até a raiz dos cabelos. Com o descolamento da pele, em toda esta extensão, é possível “estica-la”, desfazendo ou minimizando dobras e sulcos, levantando as sobrancelhas e bochechas, devolvendo ao rosto um aspecto mais jovial. No Mini-Lifting, as incisões laterais não sobem até o meio do couro cabeludo e desta forma, não é feita a correção da testa, sendo este procedimento indicado para os pacientes que não apresentam rugas nesta região. Em ambas as técnicas, as cicatrizes ficam, em parte, recobertas pelos cabelos, e a parte junto às orelhas tende a ficar praticamente imperceptível. Ao fim da cirurgia, a cabeça é enfaixada, para proteger suturas e comprimir suavemente as áreas descoladas, evitando assim a formação de hematomas e ajudando a pele a se fixar na posição correta.
Anestesia: Estes procedimentos são feitos geralmente sob anestesia geral. Porém, exepcionalmente, podem ser realizados com anestesia local, dependendo de fatores como a tolerância do paciente e a extensão da cirurgia.
Pós-operatório: O curativo, ainda que possa causar algum desconforto, é habitualmente bem tolerado. De qualquer forma, ele é fundamental para o resultado do procedimento, e não pode ser removido antes do prazo estipulado pelo médico, que pode chegar a uma semana. Edemas e equimoses são comuns, e costumam regredir significativamente em aproximadamente 15 dias. O resultado final é observado após um mês, e certamente compensa eventuais sacrifícios.
Lipoaspiração
Indicações: Retirar gordura localizada, em regiões como abdome, cintura, costas, culote, face interna das coxas, mento (papada), etc. O conceito de LIPOESCULTURA se refere aos casos em que a quantidade de gordura a ser aspirada não é muito grande, sendo possível fazer a sucção com cânulas finas e seringas. Nestes casos, este tecido adiposo pode ser aproveitado para injeção em outras áreas, onde existam depressões que, assim como a gordura localizada, prejudique o contorno corporal.
Técnica: Através de uma pequena incisão na pele (0,5 cm), é introduzida uma cânula na camada adiposa, que permite aspirar as células gordurosas localizadas em uma região previamente delimitada.
O vácuo é obtido com o auxílio de um Lipoaspirador elétrico, mais utilizado nos casos de maior volume a ser aspirado, ou de urna seringa de 60 ml, que também se aplica aos casos de Lipoescultura. Antes da aspiração, é injetada em toda a área demarcada uma solução que ajuda a soltar e dissolver a gordura, além de diminuir o fluxo sanguíneo no local, reduzindo o sangramento.
Anestesia: É muito variável e depende da quantidade e da localização da gordura a ser aspirada em cada paciente. Não há, por isso, urna regra quanto à técnica anestésica indicada. As mais freqüentemente utilizadas são o bloqueio peridural, já que na maioria dos casos a área em questão está localizada no abdome ou abaixo, e a anestesia local, na qual o anestésico é injetado juntamente com a solução mencionada no item anterior, e que se aplica bem aos casos de regiões pequenas, como o mento, por exemplo.
Pós-operatório: A aspiração das células gordurosas provoca um certo grau de traumatismo no local, levando a um edema (inchação) difuso, geralmente sem causar dor significativa. O uso de cintas ou curativos compressivos pode ser indicado, assim como devem ser evitados esforços que envolvam a região operada, para não aumentar o edema. Em urna segunda fase, o uso de massagens ou drenagem linfática pode ser útil para complementação do tratamento. De qualquer forma, o resultado definitivo só é visível a partir de três meses, com a regressão total do referido edema.
Mamoplastia Aumento
Colocação de prótese
Indicações: Mamas de volume pequeno, sem ptose (queda) importante.
Técnica: Podem ser usados vários tipos de próteses, como as de silicone ou poliuretano, sempre encapsuladas, ou seja, com o material gelatinoso fechado dentro de uma cápsula flexível, porém resistente. Esta “bolsa” é colocada entre a glândula mamária e o músculo peitoral, ou abaixo deste músculo, através de uma pequena incisão na borda da aréola ou no sulco submamário, onde a cicatriz praticamente não é notada. É importante destacar que, apesar de todos os boatos, os estudos científicos realizados até hoje não demonstraram nenhuma correlação entre o uso da prótese e câncer de mama.
Anestesia: Habitualmente é utilizada a anestesia geral. Em casos especiais, a cirurgia pode ser feita com anestesia local.
Pós-operatório: A prótese geralmente não provoca qualquer reação, e o edema (inchação), decorrente da manipulação da mama, não costuma ser grande. O repouso é recomendado apenas para não prejudicar a cicatrização. A prótese não interfere com a glândula mamária, não havendo nenhum prejuízo para uma eventual amamentação.
Mamoplastia Redutora
Indicações: É recomendada para pacientes que desejam corrigir o excesso de volume das mamas ou ptose (queda) das mesmas.
Técnica: O procedimento mais comum envolve uma incisão em âncora seguindo o contorno natural dos seios. A incisão delineia a área em que a pele do seio será removida e define a nova localização para o mamilo. Quando a pele em excesso foi removida, o mamilo e aréola são movidos a uma posição mais alta. A pele que cercava a aréola é então trazida para baixo e se reesculpe o seio. Os pontos normalmente são localizados ao redor do aréola, numa linha vertical que se estende para baixo da área de mamilo, e ao longo do sulco inferior do seio.
Alguns pacientes, especialmente os que possuem seios relativamente pequenos e quedas mínimas, podem ser candidatos para procedimentos modificados que requerem incisões menos extensas. Através de incisões menores realizadas a partir da aréola.Um implante pode ser inserido ou não dependendo da técnica utilizada e da vontade do paciente e da indicação do cirurgião.
Pós-operatório: Os cuidados pós-operatórios incluem restrição da movimentação ampla dos braços por pelo menos quinze dias, evitar dirigir por trinta dias, aguardar sessenta dias para exercícios vigorosos, utilizar sutiã apropriado por três meses até que o edema (inchaço) regrida totalmente e verifique-se se há necessidade de algum retoque.
Otoplastia
Correção de orelha de abano
Indicação: Correção da chamada “orelha de abano”, com a colocação da mesma em uma posição anatômica e esteticamente normal.
Técnica: A cirurgia consiste no remodelamento da estrutura cartilaginosa da orelha, através de uma incisão feita por trás dela, de onde é retirado, também, o excesso de pele. Assim, normalmente não ficam cicatrizes visíveis. Apenas em casos muito especiais, pode ser necessário algum pequeno retoque na parte anterior da orelha, que, de qualquer forma, costuma ser praticamente imperceptível. A consolidação da cartilagem em sua nova forma leva em tomo de um mês, e, durante este tempo, é importante o uso de uma faixa para manter a orelha na posição adequada.
Anestesia: A anestesia para este procedimento é local.
Pós-operatório: A cirurgia oferece um ótimo resultado imediato, com grande satisfação para os pacientes. No entanto, é indispensável o uso do curativo oclusivo por 10 dias (até a retirada dos pontos), e, posteriormente, da faixa. O descuido com estas medidas pode acarretar o retomo da cartilagem à posição original.
Pálpebras
Cirurgia das Pálpebras
Indicações: Certamente, uma boa parte do ar “cansado” e do aspecto envelhecido que incomoda tanta gente se deve às pálpebras. O excesso de pele e o acúmulo de gordura em bolsas nestas regiões acabam levando a esta indesejável situação. A cirurgia das pálpebras recompõe a anatomia desta região, devolvendo uma expressão mais jovem e disposta a estas pessoas.
Técnica: A Blefaroplastia é uma cirurgia simples, que pode ser realizada apenas nas pálpebras inferiores, nas superiores ou, como ocorre na maioria das oportunidades, em ambas.
É retirado o excesso de pele, ressecada parte da gordura que se aloja em bolsas, logo abaixo da camada muscular, e feita a sutura com um fio bem fino. As cicatrizes ficam invisíveis depois de algum tempo.
Anestesia: Esta cirurgia é feita sob anestesia local.
Pós-operatório: É sempre recomendado o uso de gelo no local, para minimizar o edema (inchação) e as equimoses, que normalmente ocorrem. De qualquer forma, estas manifestações regridem em aproximadamente 15 dias.
Prótese de Glúteos
Glúteos
Indicações: Pacientes que desejam aumentar a região glútea e o quadril.
Técnica: Existem vários tipos de próteses, como as de silicone ou poliuretano, sempre encapsuladas, ou seja, com o material gelatinoso fechado dentro de uma cápsula flexível, porém resistente. Existem também vários modelos - redondas, ovais, elípticas, mais altas ou mais baixas - e tamanhos, de maneira que seja possível escolher a mais indicada para cada paciente. As próteses são colocadas entre os músculos Pequeno e Grande Glúteos, uma em cada lado, através de uma incisão única no sulco interglúteo. A cicatriz neste local fica praticamente imperceptível.
Anestesia: A rotina para este procedimento é usar a anestesia Peridural.
Pós-operatório: A prótese geralmente não provoca reação. O descolamento entre as duas camadas musculares pode provocar edema e, excepcionalmente, hematoma, além de um natural desconforto à movimentação. Para minorar estes efeitos, é utilizada uma cinta, além de medicação antiinflamatória e analgésica. O repouso é recomendado para não aumentar o edema nos primeiros dias, e para não prejudicar a cicatrização da ferida operatória.
Rinoplastia
Plástica no nariz
Indicações: A plástica de nariz tem como objetivo corrigir imperfeições na forma do nariz, que prejudiquem o equilíbrio estético da face.
Técnica: A técnica varia de acordo com a correção a ser feita. Assim, existem soluções específicas para cada situação. A diminuição da abertura das narinas, por exemplo, e conseguida com a ressecção de parte da cartilagem alar e, se necessário, de uma cunha de pele de cada lado, junto à face, com cicatriz imperceptível.
Para afinar a ponta é também ressecada parte do tecido cartilaginoso desta região, sendo a incisão por dentro do nariz, não deixando marcas visíveis. A ponta pode ser, ainda, levantada, com o enxerto de um fragmento de cartilagem aposto ao septo.
Correções no contorno do dorso nasal seja para afinar ou para retificar o perfil, são feitas igualmente através de incisões internas, sem cicatrizes. De um modo geral, são feitos curativos para moldar a cartilagem nasal em sua nova posição.
Anestesia: A anestesia para a plástica de nariz pode ser local ou geral, dependendo de fatores como a tolerância do paciente e a extensão da cirurgia.
Pós-operatório: A manipulação do nariz, assim como o próprio curativo, pode causar certa dificuldade em respirar pelas narinas. De qualquer forma, é importante manter o curativo pelo tempo determinado. O edema costuma regredir significativamente em 15 dias, e não são comuns outras complicações.
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